Tuesday, December 01, 2009

Fundo do Baú

Às vezes quando estou dirigindo à noite em dias de semana eu ligo a Mix FM. É que eles têm um daqueles programas do tipo "Fundo do Baú", com todas as músicas que eu e a rapaziada ouvíamos no ano 2000.
Era bom. Naquela época a música tinha um papel muito importante na minha vida, ouvia música sempre e o tempo todo, gastava meu tempo livre baixando músicas e comprando CDs. Meu objetivo era conhecer todas as músicas boas do mundo!
Mas passaram-se alguns anos e em meio à anestesia da faculdade as músicas que eu tinha ambição de ouvir foram pouco a pouco sendo confinadas a espaços cada vez mais apertados na programação das rádios até hoje se tornarem a diversão dos que ouvem uma rádio das 22:00 às 23:00 horas de segunda a sexta.
Dizem que assim é envelhecer.

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Sunday, November 08, 2009

Sobre o Empreendedorismo

Noutro dia estava pensando sobre a atitude empreendedora (ou "espírito empreendedor", que é uma versão espírita de dizer a mesma coisa). Percebi o enorme valor que essa atitude acrescenta, e que o poder envolvido na tomada de uma ação é muito grande.

Um exemplo bobo que veio hoje à tona em uma conversa de cafeteria. No Café do Ponto o pessoal vende Pastéis de Belém, que são doces portugueses muito doces e muito portugueses, provavelmente revendidos de alguma confeitaria daqui. Imagino que houve uma época em que as únicas pessoas que podiam comer Pastéis de Belém de Belo Horizonte fosse filhos e netos de doces senhoras imigrantes portuguesas.

Enfim, houve um dia em que um dado dono de uma confeitaria resolveu investir seu tempo e seu dinheiro pagando uma doce senhora portuguesa para ensinar um amargo ex-padeiro de dedos gordos de Ribeirão das Neves a copiar sua receita. Essa confeitaria começou a ganhar uma enorme quantidade de doce dinheiro, e muitos poderiam pensar que a história parou por aí.

Mas não foi só o dono da confeitaria que se beneficiou de sua ação. Em uma tarde de domingo eu resolvi adocicar o amargo de um café e comprei um Pastel de Belém. Se não fosse aquela atitude do hoje rico empreendedor, eu nunca poderia comer um Pastel de Belém, já que a minha avó é doce mas não é portuguesa.

O valor criado pela pessoa que age é enorme. Esse tipo de atitude é a grande responsável por grandes ganhos tecnológicos, de qualidade de vida, e até mesmo espirituais. Eu acredito que existe um grupo de pessoas que move o mundo.

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Sunday, October 11, 2009

Rapidinha

* Quando estou colocando o sinto de segurança, sempre dou uma espiada no odômetro. E é muito triste quando penso que ele sempre vai para frente. É uma constatação óbvia da deterioração da matéria com tempo. E em mim dói muito porque meu carro é uma extensão do meu ego.

* Razão pela qual eu não devo dirigir, já que assim que entro no carro meu ego começa a pesar uma tonelada. E se qualquer um mexe com meu ego de uma tonelada, eu fico bravo pracarai.

* Bravo como o cara da favela que foi atropelado por um babaquinha de óculos. O babaquinha estava olhando para outro lado, o cara da favela estava atravessando no local errado, e a combinação foi um totozinho na bundinha. As havainas voaram longe. O babaquinha ficou com medo de sair do carro porque estava na frente da favela.

* Isso aconteceu no momento em que eu estava comentando sobre preconceito. O negócio é que alguns preconceitos são considerados mais inaceitáveis que outros. Ficar com medo do cara da favela é definitivamente inaceitável, ainda mais depois de um atropelamento. Mas outros preconceitos são muito mais bem aceitos, como o preconceito contra homossexuais. Esse preconceito está presente em todas as classes sociais, e igualmente entre homens e mulheres. E, ao contrário do preconceito contra pobres, negros, mulheres e judeus, ninguém está muito interessado em mudar muita coisa.

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Saturday, October 10, 2009

Hemisférios do Cérebro

Estava lendo noutro dia algo sobre o hábito de ouvir música enquanto se trabalha, e li que a música não faz com que fiquemos menos produtivos em tarefas que requerem muita lógica, mas ela tem algum impacto nas tarefas que requerem criatividade. A explicação tem a ver com a divisão hemisfério direito/hemisfério esquerdo de cérebro.

Logo lembrei como isso se refletiu na minha experiência pessoal. Lembro que na época do segundo grau eu sempre tentava colocar alguma música nos meus fones de ouvidos enquanto estudava, em parte porque o som da música me incomodava menos que o som das outras pessoas pela casa, o que me ajudava a concentrar mais.

Mas também lembro que a música não me ajudava em algumas tarefas. Por exemplo, eu não conseguia ouvir música enquanto lia um livro de literatura. Por outro lado, a música não incomodava nem um pouco enquanto fazia exercícios de matemática.

Então aparentemente a teoria que li pode fazer sentido: enquanto eu faço exercícios de matemática, eu uso o hemisfério esquerdo, e enquanto eu leio literatura, eu uso o hemisfério direito.

Resolvi pesquisar um pouco na internet sobre o assunto dando uma olhadinha na Wikipedia, e descobri que os pesquisadores da área criticam essas generalizações da "psicologia popular", dizendo que não existe evidências de que os hemisférios diferentes do cérebro se especializem em lógica ou criatividade. Na verdade, as evidências dizem o contrário: se uma área do cérebro é incapacitada, áreas vizinhas assumem as funções anteriores, mesmo que estejam em outro hemisfério.

Segundo o artigo, o raciocínio linear e as funções de linguagem como gramática e vocabulário geralmente estão localizadas no lado esquerdo do cérebro. Além disso esse hemisfério é especializado em computação numérica exata.

Já o hemisfério direito se especializa em outras funções linguísticas como entonação e interpretação de contexto a partir da linguagem, além da computação numérica aproximada. Esse hemisfério também é relacionado a funções como manipulação espacial, percepção de faces e habilidades artísticas.

Em resumo, o lado esquerdo funciona processando as coisas a partir de detalhes e então generalizando (bottom-up), enquanto o lado direito funciona a partir da visão de todo até os detalhes (top-down).

Essa divisão tem a ver com a fato de sermos destros ou canhotos: 90% dos destros possuem funções de linguagem de gramática e vocabulário centradas no hemisfério esquerdo. A porcentagem é menor (60-70%) nos canhotos.

Fico pensando em como será a estrutura do meu cérebro em meio a tudo isso. Sei que sou uma pessoa com uma facilidade para matemática, programação e dedução lógica, porque trabalho com isso. Além disso, sinto que também tenho facilidade para ler e escrever em português e inglês, o que veio como fruto de muitas e muitas horas de treino nesse blog e lendo vários livros.

Por outro lado, sei que tenho uma capacidade de comunicação oral abaixo da média, ou pelo menos abaixo de certas pessoas que conheço. Não aprendo línguas com naturalidade ou rapidez. Não sou do tipo que convence vendedores a dar descontos, não sei se por falta de habilidade ou falta de treino.

Eu não tenho nem idéia de como eu me sairia como músico ou artista, porque eu nunca tentei nada. Nunca tentei pintar um quadro, nunca tentei com seriedade a aprender a desenhar ou a tocar violão.

Apesar disso, eu posso estar trabalhando para desenvolver a parte esquecida do meu cérebro: recentemente eu decidi comecar a usar o mouse com computador com a mão esquerda. O objetivo é ver se meu braço direito pára de doer. Já faz mais de um ano que ele dói de vez em quando, e tenho quase certeza que a culpa é do mouse. É um desafio bobo, e provavelmente eu passar a usar a mão esquerda não vai me ajudar a passar a usar o hemisfério direito (ou sei lá qual).

De qualquer forma, estou recentemente interessado em aprender a utilizar toda a capacidade do meu cérebro. Não pretendo produzir mais com isso, mas apenas ter uma experiência diferente.

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Sunday, September 20, 2009

Chloe is Carried Off By the Methymnaens

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Thursday, September 03, 2009

Sobre o Consumo de Carne

Nos últimos dias andei pensando sobre o consumo de carne por seres humanos. Em meio a discussões com amigos, em minha cabeça fica cada vez mais clara a irracionalidade desse hábito. Para começo de conversa, eu não sou vegetariano, pelo menos não ainda. Apesar disso, eu reconheço que meu hábito de consumir cadáveres é imoral, irracional e prejudicial a meu meio.

Nos últimos 8 meses e meio eu tenho praticado Yoga regularmente. Desde então, por duas vezes por semana compareço aos exercícios no Studio Padma Yoga com a professora Leonice Gil, ocasião em que pratico exercícios de concentração, elasticidade, força e equilíbrio. Durante esse tempo de prática obtive ganhos consideráveis em estrutura corporal, em estabilidade emocional e em foco mental.

Um dos maiores aprendizados que tive na Yoga foi durante a leitura do livro "Yoga para Nervosos", do professor Hermógenes. Foi uma daquelas ideias que chegam e se iluminam como um estalo, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Certamente você irá se descepcionar pois isso dificilmente irá te atingir como antigiu a mim: o divino que está em mim, também está em você, e está em tudo mais no universo. Todos somos um só, separados pela ilusão do ego.

Essa ideia simples bateu em mim como um ônibus. Neste acidente muito ficou claro, incluindo o título deste post. O consumo de carne é uma agressão a mim mesmo. Imagine toda a dor e sofrimento que você engole quando consome os aminoácidos, carboidratos e sais do corpo do animal que perdeu a vida sentindo medo.

Preciso de coragem para vencer a inércia cultural que me colocou nesse redemoinho. Acredito que a minha mudança é possível. Abaixo a normose.

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Wednesday, July 08, 2009

O Futebol Imita a Vida!

Em dia de final da Copa Libertadores com Cruzeiro vs. Estudiantes, a Globo vai mostrar Corinthians vs. Fluminense para São Paulo e Rio de Janeiro.

Incrível como tem vezes que o futebol realmente diz muita coisa.

Os mineirinhos aqui continuamente consumindo esse lixo que vem de São Paulo e Rio de Janeiro. E continuamos nos fodendo.

Porque ninguém faz nada? País imbecil de uma televisão só. Meios de comunicação burros, telespectadores burros.

A mídia é burra porque não sabe o que é cauda longa. E não sabe que é na minoria que está a maioria. Ou sabe, mas não se importa.

E as pessoas consomem essa merda porque é o que tem.

Futebol diz muita coisa: se tivesse time de futebol bom nos últimos 30 anos no nordeste, ninguém torcia pro Flamengo.

E imagina como fica nervoso quem mora em Roraima.

Esperança: a Web vai equilibrar as coisas, e matar quem tem que ser morto.

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